sábado, 9 de janeiro de 2010

Evite o primeiro clique


Postado em: 11.05.2006


Por: Anacris Maia


Hoje faz três dias. Três longos dias que bravamente consigo viver sem bisbilhotar no Orkut o perfil de um certo rolinho que tive. Sei que isso está parecendo início de depoimento de algum membro do AA, mas é que de fato estou tentando seguir essa filosofia. Se lá, a frase de incentivo é “evite o primeiro gole”, a minha é “evite o primeiro clique”.


Isso porque estou percebendo que a internet pode ser uma forte aliada quando o assunto for me enlouquecer e minar possíveis relacionamentos. Antes de prosseguir meu depoimento, assumo que tenho uma imaginação fértil, o que no campo virtual é um prato cheio.


Sejamos sinceras umas com as outras. Quem nunca se irritou ao ler um recadinho no orkut do namorado ou pretendente, daquela “amiga” cheia de saudades e segundas intenções?


(E aqui abro um parêntese para os rapazes que dizem que ninguém tem que ficar bisbilhotando sua página. Começando por esse argumento, que considero fraco, tenho a ligeira impressão de que o Orkut é um site de relacionamentos aberto ao público, (está aí, inclusive, a graça do negócio), portanto, quem gosta de recadinhos calorosos melhor pedir que escreva via e-mail ou então, exclua sua conta. Está lá, é para olhar e pronto! Fecha parênteses).


Voltando aos recadinhos. Basta um, somente um scrap, para pensarmos das duas, uma: ou ele já ficou com ela ou está tentando. E ela, prestativa, está correspondendo. Me chamem de neurótica, eu sei que em alguns casos o que eu acabei de citar é infundado. Mas a verdade é que incomoda. Então, para evitar surtos e desgastes, sigo a filosofia “evite o primeiro clique”.


Outro dilema comum é o de falar ou calar diante da janelinha do msn que aponta como on line Aquele, isso mesmo Aquele carinha que você ficou no final de semana e há alguns dias você está tentando contato. E o cidadão, por infinitos cinco minutos não dá nenhum sinal, nem de fumaça.


Só isso já é suficiente para deixar qualquer uma com a pulga atrás da orelha. No meu caso, eu espero, espero, rôo as unhas, finjo indiferença, até que a ansiedade, sempre ela, a maldita ansiedade faz com que eu escreva “nem um oi?” E aperte ENTER. A mensagem mal chegou ao destino e me pergunto: “Putz, por que eu fiz isso?”. E é verdade: por que fazemos isso? Normalmente a conversa segue sem graça, com doses de indiferença e serve apenas para uma coisa: nos chatear.


Bom, depois dessa cena ter se repetido por alguns meses e eu ter me arrastado nesse relacionamento enlouquecedor, cheguei a conclusão que meu mal não estava no orkut, nem no msn, nem nos scraps “carinhosos” das garotas. Meu mal estava em sustentar esse pseudo-relacionamento. E o que eu fiz? Continuo no orkut e msn, só que desta vez com amor-próprio. Tem dado certo!

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